QUAL O LIMITE DOS PAIS? Boas intenções podem respaldar atos criminosos? A atitude insana de um pai em mandar a filha correr por seis horas, levando-lhe a morte não pode ser visto como fatalidade. Reflitamos: “Onde acaba o direito dos pais e inicia o dos filhos”?


O QUE FAZER COM UM PAI QUE COM CASTIGO DE

6 HORAS DE CORRIDA CONTÍNUA LEVA FILHA À MORTE?

china

Uma menina chinesa de 6 anos de idade morreu no leste do país depois de ter sido obrigada por seu pai a correr durante seis horas como forma de castigo, informou nesta quarta-feira (10) o diário governista “Global Times”.
O pai, 30, identificado como Zhang e atualmente sob custódia policial, castigava a filha por ter bagunçado a casa da família na cidade de Yueqing, na província oriental de Zhejiang.
Após as horas de exercício físico, a menina acordou durante a madrugada queixando-se de dores no estômago, e pouco depois caiu inconsciente antes de falecer.
O caso ocorreu no último fim de semana, mas as autoridades só o divulgaram agora.
Zhang também havia agredido a filha com um sapato, pelo que o corpo da menina apresentava vários hematomas, embora o médico legista tenha descartado que os golpes possam ter causado sua morte.
Para piorar, o pai demonstrou incredulidade quando soube da morte de sua filha e insistiu em leva-la a outro hospital para uma “segunda opinião”, mas acabou deixando o corpo da menina junto a uma árvore antes de entregar-se à polícia.

Recebemos em nossos e-mails, através do POOL formado em torno do REVISTADAINTERNET (escrito junto); Milhares de perguntas. Elegemos a s mais repetidas, relevantes e de maior incidência, mas solicitou-se ao Dr. Rômulo Soares Albuquerque um e-book sobre o tema, pois é cada vez mais crítica o comportamento de pais contra filhos devido a alguns fatores do cotidiano. O autor, ao fim da matéria, diz que já dera início ao projeto, mas que gostaria de faze-lo em parceria real principalmente com mães, ele diz reconhecer poder até ser um preconceito, mas aprioristicamente a mulher, a mãe é mais sensata e humana. Confira ao final. lembrem-se que devido aos mais de 800.000 9oitocentos mil0 e-mail recebidos por nossa equipe solicitando maiores reportagens sobre política, o núcleo deslocou-se para o endereço: http://www.politicanainternet.wordpress.com

Por que pais maltratam filhos?

Ao longo dos séculos, e até há bem poucos anos, as crianças eram consideradas seres de menor importância. Era de aceitação comum na sociedade o abandono, a negligência, o sacrifício e a violência contra crianças, chegando ao filicídio, declarado ou velado, que levava as taxas de mortalidade infantil, na França do século XVIII, a níveis absurdos, inacreditáveis, de sempre mais de 25% das crianças nascidas vivas. Hoje, em muitos países, para cada mil crianças nascidas vivas, morrem menos de dez, antes de um ano de vida. Segundo Elisabeth Badinter, em Um amor conquistado – O mito do amor materno, na França daquela época raramente uma criança era amamentada ao seio da mãe. Morriam como moscas. Cerca de 2/3 delas morriam junto às amas de leite – miseráveis e mercenárias – contratadas pela família e nas casas das quais ficavam, em média, quatro anos, quando sobreviviam. Nos asilos de Paris, mais de 84% das crianças abandonadas morriam antes de completarem um ano de vida. Ainda no século XIX era comum a roda dos expostos nos asilos – no excelente Abrigo Romão Duarte, no Rio, ainda existe uma peça dessas em exposição -, o abandono dos filhos era uma rotina aceita. Mas foi a partir do final desse século que a criança, até então estorvo inútil – porque nada produzia -, passou a ser valorizada, sob a óptica de que deveria sobreviver para ser tornar adulto produtivo. A criança passou a ser protegida por interesses, antes de tudo econômicos e políticos, a partir da Revolução Industrial especialmente em fins do século XVIII. As sociedades protetoras da infância surgiram na Europa entre 1865 e 1870, e eram mais recentes, e menos representativas, do que a Sociedade Protetora dos Animais. A palavra pediatria só surgiu em 1872. De acordo com Elisabeth Badinter, os médicos, então, não tratavam as crianças. Achavam que isso era tarefa das mulheres – ou seja, das mães e amas, porque não existiam médicas. Em resumo, apesar de ainda não respeitada na sua individualidade, a criança começou a ser de alguma forma protegida há pouco mais de cem anos. Mas foi só no início do século XX, com Freud, que a criança passou a ser entendida no seu desenvolvimento psicológico. O castigo físico como método pedagógico, porém, secularmente pregado até por filósofos da grandeza de um Santo Agostinho, continuou até nossos dias. Ainda de acordo com Elisabeth Badinter, Santo Agostinho justifica todas as ameaças, as varas, as palmatórias. “Como retificamos a árvore nova com uma estaca que opõe sua força à força contrária da planta, a correção e a bondade humanas são apenas o resultado de uma oposição de forças, isto é, de uma violência”. O pensamento agostiniano reinou por muito tempo na prática pedagógica e, constantemente retomado até o fim do século XVII, manteve, não importa o que se diga, uma atmosfera de rigidez nas famílias e nas novas escolas. Portanto, por que pais maltratam filhos? Eu diria: antes de tudo por hábito – culturalmente aceito há séculos. É comum pais afirmarem que apanharam de seus pais e são felizes. A eles dizemos que as coisas mudaram e que, hoje, devemos buscar outras formas de educar os filhos. Educa-los e estabelecer limites, com segurança, com autoridade, mas sem autoritarismo, com firmeza, mas com carinho e afeto. Nunca com castigo físico. A violência física contra crianças é sempre uma covardia. O maltrato, em qualquer forma, é sempre um abuso do poder do mais forte contra o mais fraco. Afinal, a criança é frágil, em desenvolvimento, e totalmente dependente física e afetivamente dos seus pais. Nesse sentido, acredito que a palmada se insira como uma forma de reconhecimento da insegurança, da fraqueza, da incompetência, dos pais para educar seus filhos, necessitando usar a força física. Não podemos esquecer também do modelo de violência que transmitimos e perpetuamos nas relações em família, quando estabelecemos limites com violência. Os filhos aprendem a solução de conflitos pela força – e tenderão a reproduzir esse modelo não só junto às suas famílias, mas em todas as relações interpessoais, na rua ou no trabalho. Inúmeros fatores ajudam a precipitar a violência de pais contra filhos: o alcoolismo e o uso de outras drogas, a miséria, o desemprego, a baixa auto-estima, problemas psicológicos e psiquiátricos. Nesse entendimento, achamos que pais que maltratam seus filhos devem ser orientados sempre e tratados e punidos, se necessário.

Mais frequente do que se pensa abuso sexual contra criança com negligência da mãe.

O abuso sexual é frequente e ocorre em todas as classes sociais e estratos econômicos, em todos os países do mundo, bem como as outras formas de maus-tratos, o físico, o psicológico e a negligência. O abusador sexual, ou seja, aquele que se utiliza de uma criança ou adolescente para sua satisfação sexual, é, antes de tudo, um doente. À sociedade, porém, aparenta frequentemente ser um indivíduo normal. O abuso sexual intrafamiliar inicia-se geralmente muito cedo, quando a criança tem cerca de cinco anos, e é um ato progressivo, um misto de carinho e afagos, com ameaças – não conte nada à mamãe, você é a filha de que mais gosto, você é minha preferida, ou, não conte para ninguém, é um segredo nosso, ou, ainda, se falar para sua mãe, ela vai te castigar e botar você na rua. Com medo e remorso, mas também com prazer, a criança vai aceitando a relação com o pai agressor. Sim, porque na maioria das vezes, o abuso sexual é praticado pelo pai biológico, contra a filha – e às vezes contra o filho. É uma situação patológica de toda a família. Progressiva, pode chegar, na adolescência, à penetração vaginal e à gravidez. Raramente é acompanhada de violência física, ou deixa marcas evidentes. Contudo, as consequências para a vida social e sexual da criança serão sérias. O abuso sexual intrafamiliar é diferente da exploração sexual de crianças e adolescentes, situação em que o comércio está envolvido. E é sempre um ato de criminosos contra crianças ou adolescentes, que não têm outra opção. Frequentemente o abusador sexual de crianças e adolescentes é um pedófilo. A pedofilia é um distúrbio do desenvolvimento psicológico e sexual, que leva indivíduos, aparentemente normais, a buscarem de forma compulsiva e obsessiva o prazer sexual com crianças e adolescentes. As consequências do abuso sexual para crianças e adolescentes são graves, às vezes com repercussões para toda a vida. O pedófilo deve portanto ser excluído do convívio social, enquanto é submetido a tratamento. As vítimas devem ser apoiadas pela família e por profissionais especializados. O primeiro passo para combater o abuso sexual é a sociedade ser informada sobre a sua frequência, crianças serem precocemente informadas sobre seu próprio corpo e se o abuso sexual ocorrer, nosso conselho para os pais é: “acredite no que lhe diz seu filho, por mais absurdo que lhe pareça”. A auto-estima preservada e confiança nos pais, podem impedir a maioria das situações de abuso sexual.

O que são maus tratos psicológicos a uma criança?

É frequente entre todos nós. Creio que todos, de alguma forma, em algum dia, maltratamos psicologicamente nossos filhos. A frase que usamos para divulgação no rádio resume bem: “não deixa marca aparente, mas marca por toda a vida.” O que melhor define os maus-tratos psicológicos são as humilhações, discriminações, ofensas feitas pelos próprios pais. Um exemplo que vi, algumas vezes, inclusive no meu consultório, é de casais que têm três filhos. A mãe se identifica com um, o pai com outro, e um sobra. É a síndrome do patinho feio. Coitada dessa criança, a discriminada, a menos protegida e cuidada dentro de uma família.

O que é considerado negligência?

Negligência é o ato de omissão do responsável pela criança ou pelo adolescente em prover as necessidades básicas para seu desenvolvimento. Por isso, a Abrapia procura informar a população, de todas as maneiras, para que ela se conscientize, por exemplo, que uma criança deixada só, em casa, fica em situação de risco, podendo ingerir medicamentos, água sanitária, tomar choques elétricos, queimar-se no fogão, cortar-se ou até cair de uma janela. Também são omissos os pais que não alimentam adequadamente seus filhos, que não cuidam da higiene ou do calendário das vacinações, ou não os matriculam na escola. Lembramos que o Governo também é negligente quando não proporciona aos pais condições mínimas de sobrevivência. Acidentes, por definição, são situações casuais, eventuais, imprevisíveis. Traumas com graves consequências ocorrem frequentemente e são considerados acidentais. Na realidade, na maioria das vezes, se a situação fosse investigada, caracterizaria negligência dos próprios pais.

Quais os mais frequentes casos de maus-tratos contra crianças?

Nos hospitais, as situações mais encontradas são marcas na pele, de lesões provocadas por murros, tapas, surras de chicotes, fios, vara, queimaduras – muito frequentes – por cigarro, ferro elétrico, água fervendo, objetos aquecidos. Também comuns são as fraturas de ossos longos dos membros superiores e inferiores, de crânio, de costelas e clavículas. Ocorrem ainda lesões de vísceras, como ruptura de fígado, baço ou intestinos. A morte por maus-tratos praticados pelos próprios pais, nos Estados Unidos, acontece, segundo estatísticas locais, em mais de duas mil crianças por ano. Aliás, as estatísticas americanas mostram que, anualmente, são registrados cerca de 1,5 milhão de casos de maus-tratos contra crianças e adolescentes, na família. Os números vão além: mostram que 300 mil crianças e adolescentes sofrem abusos sexuais, entre os quais, quatro mil são de incestos de pais com filhas. Acredita-se que, para cada 20 casos de violência, só um é notificado. No Brasil, o trabalho realizado em vários estados, por órgãos do Governo e organizações não-governamentais – Crami, em São Paulo, e Abrapia, no Rio de Janeiro – vem demonstrando que a violência doméstica aqui é tão frequente quanto nos Estados Unidos ou em qualquer país do mundo.

Didaticamente, quais e como são as formas mais comuns de maus-tratos?

São formas de maus-tratos: Físicos – uso de força física de forma intencional, não acidental, ou os atos de omissão intencionais, não-acidentais, praticados por parte dos pais ou responsáveis pela criança ou pelo adolescente, com o objetivo de ferir, danificar ou destruir esta criança ou o adolescente, deixando ou não marcas evidentes. Psicológicos – rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, utilização da criança como objeto para atender a necessidades psicológicas de adultos. Pela sutileza do ato e pela falta de evidências imediatas, este tipo de violência é um dos mais difíceis de caracterizar e conceituar, apesar de extremamente freqüente. Cobranças e punições exageradas são formas de maus-tratos psicológicos que podem trazer graves danos ao desenvolvimento psicológico, físico, sexual e social da criança. Abuso sexual – situação em que criança ou adolescente é usado para gratificação sexual de adulto ou adolescente mais velho, baseado em uma relação de poder. Inclui manipulação da genitália, mama ou ânus, exploração sexual, voyeurismo, pornografia e exibicionismo – incluindo telefonemas eróticos – e o ato sexual com ou sem penetração, com ou sem violência. Síndrome de Münchausen – situações em que pais, com objetivos de auferir lucro ou ter alguma outra vantagem, simulam em seus filhos, de forma habilidosa, ardilosa e verossímil, sinais e sintomas de doenças. Nesses casos, levam essas crianças a hospitais e, freqüentemente, elas são submetidas aos mais complexos exames para buscar o diagnóstico. Exemplifico com um caso que vivi no Hospital Souza Aguiar. A mãe afirmava que a filha chorava lágrimas com sangue – e nada se encontrava nos exames. Foi levada para outros hospitais especializados, com a mãe sempre repetindo que a criança estava com sangue nos olhos. E denunciava que não conseguíamos resolver o problema. Certa vez, porém, vimos que, durante a noite, a mãe furava o próprio dedo e colocava o sangue no olho da criança – e imediatamente chamava a enfermagem. Freqüentes são os casos de pais que chegam aos hospitais com filhos em coma, muitas vezes consecutivas. Acaba-se descobrindo que dão barbitúricos ou outros sedativos em grandes doses para as crianças. Esses adultos são pessoas neuróticas ou com graves problemas mentais, que precisam ser identificadas e tratadas. O nome da síndrome vem da literatura, em que o personagem, o barão de Münchausen, criava histórias fantasiosas, extremamente detalhadas, e todos acreditavam nelas. Esse quadro foi inicialmente descrito em adultos, que criavam doenças em si próprios. Posteriormente, em 1977, Meadow descreveu a situação em que pais com desordens psiquiátricas produziam nos filhos o mesmo quadro. Daí a denominação Síndrome de Münchausen by proxi, ou por procuração. Examinei, certa vez, uma adolescente de quatorze ou quinze anos com uma cicatriz de cirurgia de apendicectomia que não cicatrizava. Conversamos e ela contou-me que estava retirando os pontos com seus dedos porque não queria ir para casa. Prolongava sua estadia no hospital. Síndrome do bebê sacudido (Shaken baby syndrome) – é outra situação de maltrato em que uma criança, geralmente um bebê, é sacudida, na maioria das vezes pelos próprios pais, causando hemorragias intracranianas e intra-oculares que podem levar à morte ou deixar graves seqüelas, que muitas vezes só serão detectadas ao longo da vida, em razão de distúrbios no aprendizado ou no comportamento. De diagnóstico difícil, obriga o profissional de saúde a estar informado sobre sua grande freqüência e sobre a necessidade de anamnese bem completa, com exame obrigatório de fundo de olho e ressonância magnética para o diagnóstico de micro-hemorragias cerebrais. Todos se lembram de um caso recente que abalou todo o mundo, do bebê que morreu com hemorragia cerebral em conseqüência do shaken que teria sido infringido por sua baby sitter, uma jovem inglesa que estava estudando nos Estados Unidos. Os pais da criança, ambos médicos, trabalhavam o dia inteiro e deixavam seu filho com a babá. Ela foi presa, acusada de homicídio, condenada num primeiro julgamento e, paradoxalmente, libertada em outro seguinte, após 279 dias de detenção.

Em que classes sociais esses casos de maus-tratos mais ocorrem, no Brasil?

A literatura mundial e as pesquisas divulgadas em congressos internacionais mostram que todas as formas de maus-tratos ocorrem em todo o mundo, em todas as classes sociais. No Brasil, quase não temos estatísticas. É necessário analisar essa pergunta em relação a cada tipo de maus-tratos. Os casos de maus-tratos físicos e de negligência são mais denunciados nas classes mais pobres. Isso não significa, em absoluto, que pobre seja mais violento, mas sim que miséria, promiscuidade, pobreza absoluta são fatores desencadeantes da violência. Como vivem em comunidades, o fato torna-se conhecido por todos e é mais fácil que alguém denuncie. A classe média, morando em apartamentos, consegue mascarar e esconder esse tipo de maus-tratos. A própria Abrapia, quando recebe alguma denúncia, tem dificuldade de chegar a esses pais de classe média, com seus técnicos sendo barrados pelos porteiros dos condomínios. E, quando algum desses pais chega à Abrapia, já vem acompanhado por seu advogado. O abuso sexual é frequente em todas as classes sociais, em todo o mundo. O muro do silêncio, nessas situações, é mais difícil de ser rompido, principalmente nas classes mais elevadas. O pior é que muitos acreditam que entre nós brasileiros não ocorrem abusos sexuais em família. A propósito, lembro-me de um pediatra meu amigo, com uma grande clínica no Rio, que me disse um dia: – Lauro, não tenho isso em meu consultório. Também um psiquiatra, conhecido meu, acredita que haja exagero nas denúncias, nos Estados Unidos. Realmente, o americano chegou ao nível de tamanha preocupação com o abuso sexual que podemos questionar se isso não leva a um distanciamento do tão necessário contato físico entre pais e filhos. São tão frequentes as notificações que já existem até instituições de proteção a vítimas das denúncias de abusos sexuais e outros – VOCAL-Victims of Child Abuse Laws. Não há por que sermos tão diferentes dos outros países. Bons exemplos da universalidade do problema são três filmes estrangeiros, exibidos no Rio em 1999, que tinham suas tramas girando em torno do abuso sexual – o dinamarquês Festa de Família (Festen, direção de Thomas Vinterberg), o americano A Felicidade (Happiness, de Todd Solondz) e o inglês Zona de Conflito (The war zone, de Tim Roth). No primeiro, o clímax se concentra no filho mais velho, que, durante a festa em que o pai comemorava 60 anos de idade, denuncia o patriarca como tendo sido um abusador dele e da irmã, morta por suicídio, com o conhecimento da mãe, omissa. O filme americano retrata as atividades pedófilas de um médico psicanalista, famoso e aparentemente normal, em New Jersey, que compulsivamente abusava dos colegas de colégio do filho de dez anos. Sua família, muito bem inserida no american way of life, de nada desconfiava. Zona de Conflito trata com densidade da relação incestuosa entre o pai e a filha adolescente, em uma família de classe média inglesa, aparentemente normal e feliz. Habitualmente, quando falamos em abuso sexual contra crianças, associamos o caso a um psicopata ou a um pedófilo. Na maioria das vezes, porém, isso ocorre com homens comuns, que agem normalmente em sociedade, mas em casa mostram-se doentes, deprimidos, têm dificuldades nas atividades sexuais, neuróticos que acabam encontrando nas filhas a relação que lhes preenche o vazio afetivo. Essa situação é muito comum. Até porque, quando a sociedade ainda não estava organizada nos padrões atuais, a relação endogâmica era aceita. Hoje, proibido, o incesto é um tabu não respeitado por muitos. Abuso psicológico – é provocado por pais, professores, pediatras, pessoas de convívio íntimo com crianças. Pode ser observado, claramente, em todas as classes sociais. No Brasil, alia-se ao alto índice de desinformação, à falta de pesquisas e estatísticas sobre a vida intrafamiliar. Por desconhecimento e preconceito, as classes mais elevadas da população tendem a acreditar que a violência contra crianças e adolescentes dentro de casa só acontece com miseráveis ou em outros países. Atualmente, a grave situação da falta de trabalho e de emprego no Brasil atinge a todas as classes sociais. O desemprego, ou o medo de perder o trabalho, são fatores precipitantes de maus-tratos, em função de um estado de ansiedade, depressão e baixa auto-estima. As pessoas bebem, perdem o autocontrole e agridem. Costumo dizer que a diferença é apenas entre o uísque da classe média e a cachaça da maior parte da população.

Os pais são punidos?

Deve-se considerar que o objetivo é, antes de tudo, proteger a criança e reinseri-la na família tratada. Após o diagnóstico, a Abrapia encaminha as crianças e os pais para tratamento. Mas, com toda certeza, alguns pais deveriam ser julgados e receber a aplicação das penalidades previstas na Lei. No entanto, infelizmente, isso é raro. Uma pesquisa da Universidade Popular da Baixada, patrocinada pelo Ministério da Justiça, analisou os 2.217 processos relativos à violência e maus-tratos nos dez maiores municípios do estado do Rio de Janeiro, no ano de 1997. O maior número de processos, 1.221, foi encontrado no Rio; seguido de Campos, com 219; Nova Iguaçu, com 186; São Gonçalo, com 130 e Duque de Caxias, com 97. A lamentar, o fato de que, dos 2.217 processos, só 19,8% estavam finalizados com sentença. Quanto à decisão judicial em relação ao agressor, em 49% dos casos não houve sentença e, em 23,6%, não houve registro (sic). Apenas em 15,1% houve punição para o agressor, que foi desde uma simples advertência até a suspensão ou destituição do pátrio poder. Especificamente em relação ao abuso sexual, houve 257 processos, sendo 143 do município do Rio de Janeiro. Também no município do Rio, no item Decisão judicial em relação ao agressor, em 46,7% dos casos não houve sentença (sic) e em 26,8% não houve registro (sic). Só houve algum tipo de punição, também de advertência até a perda do pátrio poder, em apenas 8,9% dos casos. Essa pesquisa alerta para dois pontos em especial: são poucos os casos de violência dos pais contra os filhos que chegam à Justiça, e raríssimos são os pais que recebem alguma punição, além do inexplicável número de casos sem registro ou sem sentença, segundo os resultados da pesquisa. As maiores dificuldades em se punir legalmente e tratar o agressor, ocorrem nos caos de abuso sexual. Frequentemente pais não acreditam nos filhos, policiais desinformados não creem nos pais e a justiça, por falta de provas físicas (só 30% dos casos de abuso sexual deixam marcas evidentes), não pune o pedófilo, que na maioria das vezes segue seu caminho de predador de crianças por toda a vida.

Quem deve denunciar os maus-tratos, e a quem?

Pelo Artigo 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA, “os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais”. As autoridades que podem receber as denúncias, além dos Conselhos Tutelares, são: o Juiz da Infância e da Juventude (antigo Juiz de Menores), a polícia, o Promotor de Justiça da Infância e da Juventude, os Centros de Defesa da Criança e do Adolescente e os Programas SOS-Criança. Essas denúncias podem ser feitas por qualquer cidadão, mas são obrigatórias para alguns profissionais. A esse respeito, o Artigo 245 do ECA prevê punições: “Deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente”. A penalidade para a omissão é de “multa de 3 a 20 salários mínimos, aplicando-se o dobro em caso de reincidência”. O Código Penal prevê outras punições.

Após a solicitação do HTTP://REVISTADAINTERNET.WORDPRESS.COM , um dos autores mais conceituados se predispôs a escrever sobre o tema de forma re-educativa, inclusive com o apoio dos pais. Em suas palavras:” será maravilhoso fazermos algo diferente e eficaz. Discursos bonitos que não ecoam no seio da sociedade e nem propiciam mudanças, sinceramente não me interessam. Eu necessito do apoio de mães, pais e toda e qualquer pessoa de bem. Existem mães em pais de diferentes gerações. Necessita-se de habilidade e compreensão para lhe dar com pensamento retrógrados. jamais escreverei uma cartilha de guerra entre pais e filhos. entretanto, vou repetir uma frase que poucos entendem e compreendem: infelizmente para se haver paz real, necessita-se de confrontos anteriores. Se para eu ter PAZ em minha casa, não haver discursões, gritos, palavrões, sou silencio ao saber ser meu filho ou minha filha molestada por pai ou padrasto, isso não é paz.  sequer mencionei os aspecto criminoso. Não sou hipócrita. não coaduno com a paz a qualquer preço. Não corroboro com a ideia de que pais são donos de seus filhos. Apesar de à época muito criticado, acredito que a “lei da Palmada” assinada por Lula, foi um grande avanço. muitos para criticar tomaram a lei ao pé da letra sem a ler. se uma criança vai colocar o dedo em uma tomada e rapidamente dou-lhe uma tapa na mão, ela compreende que aquele ato não é correto. Agora, esse tapa, não precisa ser unido a espancamentos, a gritos, palavrões, exposição da criança ao escuro. não vou escrever para vender livro. dinheiro já tenho demais. Infelizmente poucos pais sabem que o pior castigo com consequências e sequelas para o resto da vida são os de caráter psicológicos, e isso será abordado. Entretanto jamais escreverei uma linha sem um propósito, e esse jamais será o de gerar culpa, dor, mal-estar em qualquer pai ou mãe. mas o livro que viria de mim não teria o estilo “narrando para agradar”; nem tão pouco para “desagradar”, e nenhuma mãe, nenhum pai é 1005 perfeito ou imperfeito. no entanto, não vejo a crítica ou o desdém a condutas erradas sem uma proposta diferente e eficaz com bons olhos. por isso acredito que possamos, juntos fazer algo para o bem de toda a sociedade, pois um dia essa criança maltratada, abusada sexualmente, com visão distorcida do mundo deparar-se-á com normas, e não querem saber de sua história. sabemos como funciona o sistema. você faz sua escolhas sempre. você (nós) somos os únicos culpados. Quem opta pelo crime é bandido. quem questionar isso também. Estou e estarei sempre disposto, com tempo de sobra para projetos que transformem o mundo no qual vivemos para melhor. Meu e-mail pessoal: iromuloalbuquerque@uol.com.br; romuloalbuquerque@msn.com

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O Blog http://sexotonecomprazer.wordpress.com sobremaneira nasce com uma proposta apelativa, pornográfica ou desrespeitosa para com o leitor, independente do sexo, idade, religião… Nossa proposta é poder através do diálogo leva-lo (a) a quebrar preconceitos e fazer uma reflexão do quanto uma vida sexual ativa é importante para nosso bem-estar, autoestima, felicidade. Dos dois lados a procura de ajuda é negligenciada, e cada um finge poder lhe dar com isso de uma maneira que não atrapalhe o emocional de cada um. Mas, dialogando e observando que ser feliz é fácil, bastando a orientação correta, com auxílio de suplementos que devido ao Stress, desgaste cotidiano e até mesmo excesso de vida on-line está a trazer. Através dessa proposta, se você nos der uma chance, mostraremos que doenças como Depressão, Fobias, TOC, dentre inúmeras outras do sistema emocional podem ser curadas se conseguirmos fazer com que em mulheres aflore mais o orgasmo; no homem aumente seu desejo ou mesmo recupera-lo, pois os fatores incidentais que interferem no psíquico humano são hoje de uma velocidade tamanha. Que para não ser afetado é preciso ser alguém a com nada e ninguém se preocupar. Enfrentamos problemas novos a cada dia. A evolução trouxe o “universo” para dentro de nós, e não estamos preparados para isso. Essa passagem é paulatina. Insisto, precisamos de uma chance para mostrar que nossa proposta é única, inovadora e jamais explicitada por outrem.

O Blog propiciará acesso a todos os meios possíveis e legais para que o quanto antes você recupere a qualidade da vida sexual. Mas para adentrar nessa parte, precisamos expor porque você quer, porque você necessita, porque você depende do prazer sexual para ser feliz. Fugir ou se enganar fará, no futuro, você se perguntar se tanto preconceito valeu a pena. Se o casamento não teria se desfeito porque a libido masculina desapareceu, e de forma acovardada não procurara ajuda. Da mesma forma à mulher que apenas satisfaz ao marido sem se satisfazer. Esse é um dos casos mais fáceis de se atestar. Pior, pela criação machista ela sempre se culpará, achando ter um “ problema”… A não busca de ajuda e novos horizontes é o que é problema. E não pense que esse será um lugar filosófico de palavras bonitas, sem o principal, resolver sem demora essa falta de libido, desejo, orgasmo, em fim, tudo que envolve seu universo sexual.

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Um produto com a garantia do Laboratório de fitoterapia Belém Jardim.

Bem, mas como dito acima ele fecha o ciclo. Mas, então, o que falta?

O SEXOTONE atua no aumento, na potencialização do desejo. Mas para potencializar algo esse algo precisa existir, e o que constatamos era a falta de desejo associada à falta de Tesao. Entendamos que esse “desejo” não está se referindo ao “QUERER”, mas ao desejo sexual. impulso que desperta o ser humano a desejar , a querer aquele momento. Uma pessoa com alto nível de stress, desgaste e correria do cotidiano, além das possíveis tentativas nas quais não logrou êxito, com baixa testosterona (no caso de homens) ou baixo (estradiol) no caso de mulheres, necessita do que denominamos de Harmonia Psico-corporal para está pronto para realizar a si e sua parceira. É exatamente esse o composto “Harmony”. A união do organismo em harmonia, com aumento consequente dos níveis hormonais, potencializados pelo SEXOTONE, revolucionará sua vida. Estará em paz consigo, realizado (a) sexualmente, e feliz por satisfazer o parceiro (a).

Seus componentes? são naturais como os SEXOTONE, formando com ele a união de uma conquista que não será de uma ou algumas noites, mas que será para sempre.

Observe sua composição:

Caladium; Argentum Nit.;Ignátia Amara;Ácido Phosp.; Selenium; Angus Castus; Domiana; Lycopodium.

A quantidade de gotas (sim, ele é em gotas) e quantas vezes ao dia irão com as instruções. Na fórmula acima, foi omitida uma substancia, justamente para que não se tente fazer por conta própria, pois a quantidade de cada uma é fundamental, ou seja, tomar essas substancia em quantidades ignoradas, de nada servirá, além de não saber a quantidade de gotas a ingerir, e quantas vezes ao dia. No mínimo três dias antes ( todos os dias que atendem a relação sexual) e por um período depois, visto que ele é de ação geral em todo o organismo, visando combater do Stress, irritação, ansiedade dentre outros fatores que atrapalham o desempenho sexual.

Escreve-nos: sexotone@hotmail.com.br

Pergunte, peça esclarecimentos, vamos, depende de você!

Hoje fora o início do contato. o que propomos é sério. Não somos um Site do exterior em que levara meses pra chegar, seja qual for o produto que queiras.

Criamos uma Página no FACEBOOK. Lá, para que o facebook autorizasse tivemos que usar um nome que ele imaginasse poder ser de uma pessoa. O nome lá é: Levantman Comsextone. Veja que não fora aceito COLOCAR A PALAVRA “SEXO” ,por isso ficou com sextone. Esse é o link: http://www.facebook.com/?sk=welcome

sexotone@hotmail.com.br

Caso prefiram telefonar: (85) 9915-5599

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“Ei mãe;  também sou brasilzinho!”

Não? Então se liga… seu filho feliz é

a Brasil Lyzzy mais feliz ainda!

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BRASIL LYZZY – TOP 1 DO BRASIL E DO MUNDO!

85 8843-4936; 9915-5599; 9635-0716; 3094-5467

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Sobre revistadainternet

Sou Rômulo Soares Albuquerque, nascido em 02 de Março de 1976, formado em Direito desde 1999, com inscrição da OAB-CE sob o número: 13.414 residente e domiciliado em Fortaleza-Ce. E-mail pessoal: romuloalbuquerque.adv@msn.com

Publicado em 10 de outubro de 2012, em menina chinesa morre após castigo, menina da china, menina da china que morreu, menina que corre 6 horas morre na china e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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